Pular para o conteúdo principal

Postagens

Neorrealismo e Cinema Novo

A essência na arte e nas telonas por, Bianca Burin O movimento neorrealista A guerra trouxe abonos para alguns e destruição para outros. No século XX, depois da morte de Hitler e com o fim do Regime Nazifascista , uma corrente com características de esquerda dominou o cenário de vários países, e em principal, da Itália. Com duração entre 1942 até 1952, o ponto final da Segunda Guerra abalou o mundo e instalou uma realidade dura e pesarosa. Como o cinema é retrato da sociedade, criou-se um novo gênero com uma   linguagem escapista, que retratava a vida difícil dos ali viventes, onde finais felizes não faziam sentido. Roberto Rossellini , Vittorio De Sica   e Luchino Visconti são expoentes importantes desse novo quadro cinematográfico. Com atores amadores e foco na rotina, esse era um movimento espelho do real, da mudança social e que era muito afrontoso ao antigo governo. "Ladrões de bicicleta"', de Vittorio De Sica, 1948. Miguel Forlín...

HipHop: o fortalecimento da dança

O reconhecimento da dança e seus significados  Por, Letícia Silva     Desde o surgimento desse estilo, ocorrem mudanças e crescimento de novas características, diante disso o documentário Da Rua Ao Mundo: Break Pra Todos aparece para reforçar seus conceitos.    Da Rua ao Mundo: Break para Todos     Lançado no YouTube em junho de 2015, o documentário Da Rua Ao Mundo: Break Pra Todos, realizado pela Prisma Produções expõe a história e experiências do HipHop no Brasil, analisando o aumento do reconhecimento e as consequências sofridas devido ao sucesso. Abordando de forma contextualizada, com entrevistas e cenas de filmes torna-se claro as diferenças e semelhanças entre outros estilos e o HipHop, junto com as ideias de transição da dança de rua e seus ensinamentos adquiridos com o tempo.     “ Cultura HipHop começa nos anos 70 com o DJ Kooh Herc, Dj imigrande Jamaica, que chega no Bronks, e tras uma pratica que...

Impressões de um dia no metrô: estética do cotidiano

Uma viagem pelos transportes públicos de São Paulo, uma história de suas vítimas Por, Caio Andrade Escute a Playlist A caminhada para movimentar-se pela cidade é sempre grande demais. Várias vistas com incontáveis ângulos, que resguardam calados seus específicos problemas. São geralmente abafados pela esperança de qualquer mudança e pelos fones de ouvido que não saem das músicas de resistência. O percurso toma essa mesma direção, até mesmo quando debaixo da terra. Apesar do aparente funcionamento dos transportes a sujeira ou as assustadoras verdades estão soterradas na estranha ordem. 13 horas de uma segunda-feira, Osasco. Estou atrasado 10 minutos para chegar à entrevista marcada no café, entre travessas da Avenida Paulista, às 15h. A situação torna-se particularmente trágica, porque o caminho é longo, mesmo com a quantia de tempo à disposição. De repente, uma senhora com seus lá tantos 60 anos começa a soltar frases revoltadas e de refinadas ofensas ao pobre d...